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Exames laboratoriais veterinarios
Manual de exames

EAS - urina rotina – urina tipo 1

Material: 10ml de urina.

Condições de coleta: Coletar preferencialmente por cateterização ou cistocentese. Enviar ao VetLab em até 6 horas.

Observações: O ácido ascórbico (Vitamina C) pode causar um falso negativo na leitura de glicose com a fita. Proteinúria e/ou glicosúria de 3+ podem provocar um falso aumento na densidade urinária.

Interpretação: O exame rotineiro de urina é um método simples, não-invasivo, capaz de fornecer uma variedade de informações úteis em relação a patologias envolvendo os rins, o trato urinário e, por dados indiretos, algumas patologias sistêmicas.
Apesar de simples, diferentes técnicas encontram-se envolvidas na sua realização, em 3 etapas distintas:
- análise física,
- análise química,
- análise microscópica do sedimento.

Análise Física
Aspecto
O aspecto normal é límpido exceto nos eqüinos e coelhos, onde muco e cristais de carbonato de cálcio dão a ela uma aparência espessa e turva. Entretanto, uma ligeira turvação não é necessariamente patológica, podendo ser decorrente da precipitação de cristais e de sais amorfos não-patológicos.
A turvação patológica pode ser conseqüência da presença de células epiteliais, leucócitos, hemácias, cristais, bactérias e leveduras.
Pode ocorrer a presença de depósito por excesso de muco em função de processos inflamatórios do trato urinário inferior ou do trato genital, ou pela presença de grande quantidade de outros elementos anormais.

Cor
A cor habitual da urina é amarelo, o que se deve, em sua maior parte, ao pigmento urocromo. Essa coloração pode apresentar variações em situações como a diluição por uma grande ingestão de líquidos, que torna a urina amarelo-pálida. Uma cor mais escura pode ocorrer por privação de líquidos.
Portanto, a cor da urina pode servir como avaliação indireta do grau de hidratação e da capacidade de concentração urinária.
O uso de diversos medicamentos e a ingestão de corantes alimentares também podem causar alteração da cor da urina.
Há numerosas possibilidades de variação de cor, sendo a mais freqüente a cor avermelhada (rosa, vermelha, vermelho-acastanhada). A cor avermelhada pode acontecer na presença de medicamentos, hemácias, hemoglobina, metahemoglobina e mioglobina. As porfirias também podem cursar com coloração vermelha ou púrpura da urina.
Também é freqüente a cor âmbar ou amarelo-acastanhada, pela presença de bilirrubina, levando a urina a se apresentar verde-escura em quadros mais graves.

Densidade
A densidade ajuda a avaliar a função de filtração e concentração renais, bem como o estado de hidratação do corpo. Depende diretamente da proporção de solutos urinários presentes (cloreto, creatinina, glicose, fosfatos, proteínas, sódio, sulfatos, uréia, ácido úrico) e o volume de água.
Densidades diminuídas podem ser encontradas na administração excessiva de líquidos por via intravenosa, reabsorção de edemas transudatos, insuficiência renal crônica, quadros de hipotermia, piometra, hiperadrenocorticismo, hipoadrenocorticismo, Síndrome de Fanconi, diabetes mellitus e diabetes insipidus.
Densidades elevadas podem ser encontradas na desidratação, diarréia, vômitos, febre, diabetes mellitus, glomerulonefrite, insuficiência cardíaca congestiva, proteinúria, uropatias obstrutivas e no uso de algumas substâncias, como contrastes radiológicos e sacarose.

 Alterações na densidade urinária:

- Densidade ≤ 1.007: Hipostenúria - indica capacidade de diluição do filtrado glomerular, e sugere que não há falência renal.

- Densidades entre 1.008 a 1.012: Isostenúria - indica que os rins não alteraram a concentração do filtrado glomerular.

- Densidades entre 1.013 a 1.029 (cão) e 1.013 a 1.034 (gato) - indicam que a urina foi concentrada, mas não é o suficiente para determinar função tubular adequada.

IMPORTANTE: Um paciente com densidade urinária dentro dos valores de referência pode apresentar patologias que causem poliúria/polidipsia ou mesmo doença glomerular, não devendo a densidade urinária ser interpretada isoladamente.

Análise Química
Acetona
A acetona é um subproduto do metabolismo da gordura e dos ácidos graxos que proporciona fonte de energia para as células quando as reservas de glicose estão exauridas ou quando a glicose não pode penetrar nas células devido à falta de insulina.
A acetona que passa para a corrente sangüínea é quase totalmente metabolizada no fígado. Quando é formada em velocidade maior do que o normal, é excretada na urina.

Diabetes Mellitus é a doença que classicamente está associada a cetonúria. O jejum ou a dieta podem determinar o aparecimento de acetona na urina.

Bilirrubina
Aumentadas nas situações em que ocorre o aumento da bilirrubina sérica conjugada e sua conseqüente presença na urina. Portanto, valores elevados podem ser encontrados em doenças hepáticas e biliares, lesões parenquimatosas, obstruções intra- e extra- hepáticas, neoplasias hepáticas ou do trato biliar. Os cães apresentam baixo limiar renal para bilirrubina e as reações de Traço ou 1+ podem ser consideradas normais em urinas com densidade superior a 1.020. Alguns casos de doença biliar obstrutiva crônica podem cursar com níveis alterados de bilirrubina sérica e ausência de bilirrubina na urina. Falso-negativos podem ser induzidos pelo uso de ácido ascórbico e exposição da urina à luz intensa por longo tempo.

Nos cães, diferente de outras espécies, os rins apresentam um papel ativo no metabolismo da bilirrubina. As células dos túbulos renais do macho canino, especialmente, apresentam todas as enzimas necessárias para produzir bilirrubina a partir do grupo hemee conjuga-la, possibilitando sua excreção. Conseqüentemente, a urina  de um cão normal pode conter quantidades detectáveis de bilirrubina. Além disso, mesmo na ausência de hiperbilirrubinemia os rins excretam mais bilirrubina quando há hemólise. No cão a bilirrubinúria não é sinal evidente de problema hepatobiliar ou hiperbilirrubinemia conjugada, ao contrário de em outras espécies.

Urobilinogênio
O urobilinogênio é um produto de redução formado pela ação de bactérias sobre a bilirrubina conjugada no trato gastrintestinal. A maior parte do urobilinogênio é excretada nas fezes. Pequena parte é reabsorvida através da via êntero-hepática e reexcretrada na bile e na urina. O aumento do urobilinogênio na urina indica a presença de processos hemolíticos, disfunção hepática ou porfirinúria.

 

Sangue Oculto
Este teste detecta a presença de hemoglobina e mioglobina. A presença de hemoglobina na urina pode ser proveniente de diferentes estados de hemólise intravascular, em que uma quantidade excessiva de hemoglobina satura a capacidade de ligação com a haptoglobina. Nessas condições, fica livre no plasma, sendo filtrada pelo glomérulo e em parte reabsorvida pelo sistema tubular. O restante é excretado na urina.
A outra causa é a presença de hemácias liberadas no trato urinário por pequenos traumas, exercícios extenuantes ou patologias das vias urinárias, em que as hemácias são lisadas, liberando hemoglobina.

Glicose
A glicose presente na urina reflete os níveis séricos da glicose associados à capacidade de filtração glomerular e de reabsorção tubular.
A glicosúria pode ser causada tanto pelo diabetes mellitus como por outras patologias, como na síndrome de Fanconi e nos quadros de hiperglicemia de outras origens que não a diabética. O limiar renal da glicose é de 180mg/dl no cão e de 280 mg/dl no gato.

Nitrito
A presença de nitrito na urina indica infecção das vias urinárias, causadas por microrganismos que reduzem o nitrato a nitrito. O achado de reação positiva indica a presença de infecção nas vias urinárias, principalmente por bactérias entéricas.

pH
Avalia a capacidade de manutenção renal da concentração de íons hidrogênio no plasma e líquidos extracelulares. Participando do equilíbrio ácido-base, os rins, quando em funcionamento normal, excretam o excesso de íons hidrogênio na urina. Portanto, o pH da urina reflete o pH plasmático e é um indicador da função tubular renal.
 O pH da urina depende da dieta. Os animais herbívoros têm pH alcalino, e os carnívoros e onívoros podem variar de alcalino a ácido, dependendo da quantidade de proteína animal presente na sua dieta. Valores elevados podem ser encontrados na alcalose metabólica ou respiratória, infecção das vias urinárias, especialmente por microrganismos que utilizam uréia (Proteus e Pseudomonas sp.), hipocalemia, e ingestão de bicarbonato.
Valores diminuídos podem ser encontrados em acidose metabólica e respiratória, perda de potássio, dieta rica em proteínas, infecção das vias urinárias por Escherichia coli e febre. O uso de anestésicos e de ácido ascórbico pode diminuir o pH urinário.

Proteínas
Em animais normais, uma pequena quantidade de proteína é filtrada pelo glomérulo, mas é reabsorvida por via tubular.
O aumento da quantidade de proteínas na urina é indicador inicial de patologia renal. Entretanto, não são todas as patologias renais que cursam com proteinúria, a qual não é uma condição exclusiva de doença renal, podendo aparecer em patologias não-renais e em algumas condições fisiológicas. O exame de proteína urinária realizado através da tira é apenas um teste de rotina, para melhor avaliação da proteinúria é necessário o exame de PU/CU.

Leucócito Esterase (enzima específica dos neutrófilos)

O limite de detecção se encontra entre 10 e 20 leucócitos/microlitro, portanto, qualquer resultado entre indetectável e +++ pode ter significado clínico.

Análise Microscópica do Sedimento
Células Escamosas
É comum o achado de algumas células epiteliais escamosas. A maioria não tem significado clínico, representando uma descamação de células velhas do revestimento epitelial do trato urinário. O achado de células com atípicas nucleares ou morfológicas pode indicar a presença de processos neoplasicos necessitando de investigação específica

Hemácias
Podem estar presentes em pequena quantidade na urina normal. A presença de hematúria indica lesões inflamatórias, infecciosas ou traumáticas dos rins ou vias urinárias. O exercício extenuante pode levar a hematúria discreta.
A forma da apresentação das hemácias, segundo alguns autores, pode indicar sua origem, servindo como um diagnóstico diferencial de hematúrias de origens glomerular e não-glomerular. Quando se apresentam em sua forma esférica habitual (isomorfas), seriam de origem mais distal no trato urinário; quando crenadas (dimórficas), teriam origem glomerular.

Leucócitos
Podem estar presentes em pequena quantidade na urina normal. Normalmente neutrófilos. Quantidades aumentadas indicam a presença de lesões inflamatórias, infecciosas ou traumáticas em qualquer nível do trato urinário.

Cristais

 A detecção da cristalúria não indica necessariamente a presença de urólitos ou sua composição exata, muito menos uma predisposição do animal para formação dos mesmos. A cristalúria ocorre quando a urina está saturada de substâncias cristalogênicas, podendo o tipo e o número de cristais presentes na amostra ser influenciado por:

- Fatores in vivo: concentração e solubilidade de substâncias cristalogênicas na amostra, pH urinário, excreção de substâncias diagnósticas (ex. contraste radiológico) ou terapêuticas (ex. antibióticos).

- Fatores in vitro: tempo de armazenamento da amostra, temperatura (a solubilidade diminui com a temperatura), evaporação (aumenta a concentração de soluto), pH urinário, crescimento bacteriano (pode alterar o pH urinário). Desta forma, podemos concluir que a presença de cristais em determinada amostra pode se tratar apenas de um artefato.

Tipos de cristais urinários:

1) Estruvita, Fosfato de Amônio Magnesiano (ou erroneamente Fosfato Triplo): São os cristais mais comumente encontrados na urina de cães e gatos, podem surgir em animais clinicamente saudáveis. Ocorrem em qualquer pH, mas sua formação é favorecida em urina neutra à alcalina. Infecções do trato urinário por bactérias produtoras de urease predispõem à cristalúria/urolitíase ao aumentar o pH urinário e a concentração de amônia livre na amostra.

2) Bilirubina: é comumente observado em urinas concentradas de cães saudáveis, sendo menos comum em outras espécies, nas quais se deve investigar processo colestático (doença hepática).

3) Carbonato de Cálcio: comum em urina de cavalos, coelhos, porquinhos-da-Índia e caprinos; não ocorre em cães e gatos.

4) Cristais Amorfos:

  Urato Amorfo: formado por sais de K+, Na+, Mg2+ ou Ca2+. Tende a se formar em urina ácida.

 Fosfato Amorfo: tende a se formar em urina alcalina.

 Oxalato de Cálcio Dihidratado: podem ser confundidos com amorfos quando ocorrem cristais muito pequenos.

 Xantina: geralmente é amorfo, ocorrendo como conseqüência da terapia com alopurinol para cálculos de urato em cães; todavia, cristalúria e urolitíase de xantina já foram observadas naturalmente em gatos.

5) Oxalato de Cálcio Dihidratado: Capaz de ocorrer em qualquer pH urinário, sendo comum em urina de eqüinos e bovinos. Sua ocorrência é menor em cães e gatos, espécies nas quais pode haver cálculos de oxalato de cálcio. Em determinadas situações, os urólitos podem formar-se secundariamente ao aumento da excreção urinária de cálcio. Schnauzers miniatura possuem predisposição para urolitíase de oxalato de cálcio. Também podem estar presentes na intoxicação por etilenoglicol, juntamente com a forma monohidratada.

6) Oxalato de Cálcio Monohidratado: Não são observados na urina de

Cilindros
São elementos exclusivamente renais compostos por proteínas e moldados principalmente na luz dos túbulos contornados distais e túbulos coletores.
Indivíduos normais, principalmente após exercícios extenuantes, febre e uso de diuréticos, podem apresentar pequena quantidade de cilindros, geralmente hialinos.
Sua formação é influenciada pelos elementos presentes no filtrado e pelo tempo de permanência dentro do túbulo. Nas doenças renais, se apresentam em grandes quantidades e em diferentes formas, de acordo com o local da sua formação.
Os mais comuns são os cilindros hialinos. São compostos principalmente pelas proteínas de Tamm-Horsfall, considerados normais em pequenas quantidades e em maior quantidade em situações como febre, desidratação, estresse e exercício físico intenso.
Os cilíndros podem estar presentes em diferentes patologias como os hemáticos (doença renal intrínseca), leucocitários (pielonefrites), de células epiteliais (lesões túbulos renais), granulosos (doença renal glomerular ou tubular e algumas situações fisiológicas) e céreos (insuficiência renal, rejeição a transplantes e doenças renais agudas e estase do fluxo urinário).

Leveduras e Fungos

Em geral, a presença de leveduras e fungos no sedimento urinário indicam contaminação. Micose sistêmica pode resultar em elementos fungicos na urina. Uma amostra obtida por cistocentese deve ser utilizada para a confirmação do achado. Um resultado positivo deve estar associado à manifestação clínica como por exemplo espondilite, corticóides ou diabetes.

Prazo: mesmo dia

Código: 634